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| Arte: Cristopher Schulz |
Onde fica a fronteira entre o que
realmente queremos para nós e aquilo que fazemos para satisfazer os outros?
A maioria de nós foi educada para
fazer o que agrada aos outros afinal fazer apenas o que lhe agrada é sinal de egoísmo,
você deve ser altruísta!
Será mesmo? Ser infeliz para satisfazer a felicidade
alheia é a melhor escolha? Será que o custo emocional de viver uma felicidade
de “fachada” vale à pena?
É difícil sair da zona de
conforto, isso mesmo aquele seu mundinho cujo espaço você já conhece bem, cujo
papel que você representa já está mais do que bem ensaiado e já não exige
esforço algum de adaptação.
E então, de repente as coisas
mudam, situações que o impelem e seguir em frente e mudar surgem, mas você não
pode ser egoísta e viver as suas escolhas e, principalmente, lidar com as conseqüências
delas, pois podem ser bem doloridas. É melhor voltar pra seu lugar de sempre,
para sua zona de conforto, “porque A, B ou C precisam de mim, afinal não serei
eu a tábua de salvação do universo?” Mesmo que este agora esteja todo
remendado.
Escolher a própria infelicidade
para salvar a “suposta felicidade” do outro, pode ser muito mais “caro” do que
aprender e também ensinar o outro a crescer, porque, querendo ou não, todos nós
evoluímos e em algum momento é preciso escolher a nossa felicidade.
Egoísmo ou altruísmo? Felicidade
ou infelicidade? A escolha é sua!
Só não espere demais para escolher,
infelizmente o tempo é finito!

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