segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Zona?!?


Arte: Cristopher Schulz
Onde fica a fronteira entre o que realmente queremos para nós e aquilo que fazemos para satisfazer os outros?

A maioria de nós foi educada para fazer o que agrada aos outros afinal fazer apenas o que lhe agrada é sinal de egoísmo, você deve ser altruísta!

Será mesmo?  Ser infeliz para satisfazer a felicidade alheia é a melhor escolha? Será que o custo emocional de viver uma felicidade de “fachada” vale à pena?

É difícil sair da zona de conforto, isso mesmo aquele seu mundinho cujo espaço você já conhece bem, cujo papel que você representa já está mais do que bem ensaiado e já não exige esforço algum de adaptação.

E então, de repente as coisas mudam, situações que o impelem e seguir em frente e mudar surgem, mas você não pode ser egoísta e viver as suas escolhas e, principalmente, lidar com as conseqüências delas, pois podem ser bem doloridas. É melhor voltar pra seu lugar de sempre, para sua zona de conforto, “porque A, B ou C precisam de mim, afinal não serei eu a tábua de salvação do universo?” Mesmo que este agora esteja todo remendado.

Escolher a própria infelicidade para salvar a “suposta felicidade” do outro, pode ser muito mais “caro” do que aprender e também ensinar o outro a crescer, porque, querendo ou não, todos nós evoluímos e em algum momento é preciso escolher a nossa felicidade.

Egoísmo ou altruísmo? Felicidade ou infelicidade? A escolha é sua!

Só não espere demais para escolher, infelizmente o tempo é finito!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Amanhã


Foto: Getty Images
O medo nos espreita tal qual o guarda de trânsito atrás do poste!  

Precisamos rir, nos libertar do sofrimento da incerteza. Incerteza, essa é a palavra! 

Quais são, de fato, as certezas que temos na vida?  De que amanhã estaremos vivos? Não, isso não é verdade, não temos certeza, temos esperança e é essa esperança que nos faz continuar planejando, criando, tentando coisas novas. É essa esperança do amanhã que nos faz querer aprender mais, apreender mais, entender mais, compreender mais, querer mais...


O amanhã pode não existir, mas a esperança sempre persiste!

Conviver com a incerteza, sem sofrer, é uma arte! Todos nós, de maneira única, praticamos essa arte a cada segundo, a cada minuto, a cada hora, a cada dia, a cada semana, a cada mês, a cada ano de nossas vidas.


Vejo você amanhã... Ou não...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Tudo tem seu tempo!


Na faculdade li “Como um Romance” de Daniel Pennac, nesse livro o autor lista os 10 direitos do leitor e o único que eu nunca esqueci é o “direito de não terminar um livro”. Isso foi libertador para mim, tenho uma relação quase obsessiva com os livros, se comecei a ler tenho que ir até o fim, mesmo detestando o livro, depois de ler os meus direitos como leitora me dei ao direito de ler apenas o que me interessasse de verdade, se o livro fica chato demais... Um beijo e um abraço!

Mas essa liberdade também funciona para aqueles livros que em momento da vida não nos causam nenhum impacto e em uma segunda tentativa de leitura, simplesmente nos cativam e não conseguimos largá-lo enquanto não chegamos ao fim.

Reencontrei um desses livros, há um ano tentei lê-lo, li 10 páginas e parei, achei o livro insuportável. Estes dias, durante a arrumação dos livros, encontrei o danadinho, comecei a ler e não consegui parar!  Talvez na época eu não estivesse pronta para lidar com as ideias tratadas no livro.

De certa forma, isso prova que determinadas coisas só acontecem em nossas vidas quando estamos de fato prontos para lidar com elas, nunca antes de estarmos realmente preparados para lidar com as conseqüências e mudanças.

Tudo tem seu tempo...  Até a leitura daquele livro que um dia você achou chatíssimo!

P.S.: Para os curiosos: 

Direitos Imprescritíveis do Leitor
1. O direito de não ler.
2. O direito de pular páginas.
3. O direito de não terminar um livro.
4. O direito de reler.
5. O direito de ler qualquer coisa.
6. O direito ao bovarismo (doença textualmente transmissível).
7. O direito de ler em qualquer lugar.
8. O direito de ler uma frase aqui outra ali.
9. O direito de ler em voz alta.
10. O direito de calar.

“O homem constroi casas porque está vivo, mas escreve livros porque se sabe mortal.”
Daniel Pennac

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Para todas as horas


Meditação para qualquer momento do dia!

Trabalhando...

Caminhando...

Meditar é uma forma limpar a mente para buscar novas formas de ver o mundo.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Dharma, qual é o seu?


Foto: Anik Messier
Completei o desafio de 21 dias de meditação do Chopra Center e achei que iria acabar deixando de lado no meio, mas agora estou até sentindo falta!  Durante o desafio foram exploradas as três perguntas que todo ser humano anseia responder: Quem sou eu? O que eu quero? Qual é o meu propósito de vida, meu dharma?

Encontrar e viver nosso dharma parece fácil na superfície, mas acho que é muito mais complicado, porque ao longo da vida nossos interesses, opiniões e quereres mudam e às vezes até se aperfeiçoam de acordo com as experiências que vivemos, portanto nosso dhrama também evolui junto.

Porém, viver o propósito de vida não depende do trabalho que executamos, daquele que fazemos por dinheiro, embora muitas vezes possam estar interligados, mas para mim depende muito mais da postura que temos diante da vida, de fazer aquilo em que acreditamos, aquilo que nos traz alegria e se houver ganho financeiro, melhor ainda!

Acho que não tem receita, embora muitos deem respostas para essa pergunta. Para mim vale a coragem de experimentar, tentar e encontrar como os seus dons e talentos podem servir ao seu propósito de vida, à humanidade. 

As pessoas podem ter os mesmos dons, porém a expressão desse dom sempre será única, impactada por quem você é, pelos seus desejos e história de vida.
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