Na faculdade li “Como um
Romance” de Daniel Pennac, nesse livro o autor lista os 10 direitos do
leitor e o único que eu nunca esqueci é o “direito de não terminar um livro”.
Isso foi libertador para mim, tenho uma relação quase obsessiva com os livros, se
comecei a ler tenho que ir até o fim, mesmo detestando o livro, depois de ler
os meus direitos como leitora me dei ao direito de ler apenas o que me
interessasse de verdade, se o livro fica chato demais... Um beijo e um abraço!
Mas essa liberdade também
funciona para aqueles livros que em momento da vida não nos causam nenhum
impacto e em uma segunda tentativa de leitura, simplesmente nos cativam e não
conseguimos largá-lo enquanto não chegamos ao fim.
Reencontrei um desses livros, há
um ano tentei lê-lo, li 10 páginas e parei, achei o livro insuportável. Estes
dias, durante a arrumação dos livros, encontrei o danadinho, comecei a ler e
não consegui parar! Talvez na época eu
não estivesse pronta para lidar com as ideias tratadas no livro.
De certa forma, isso prova que
determinadas coisas só acontecem em nossas vidas quando estamos de fato prontos
para lidar com elas, nunca antes de estarmos realmente preparados para lidar
com as conseqüências e mudanças.
Tudo tem seu tempo... Até a leitura daquele livro que um dia você
achou chatíssimo!
P.S.: Para os curiosos:
Direitos Imprescritíveis do Leitor
1. O direito de não ler.
2. O direito de pular páginas.
3. O direito de não terminar um
livro.
4. O direito de reler.
5. O direito de ler qualquer
coisa.
6. O direito ao bovarismo (doença
textualmente transmissível).
7. O direito de ler em qualquer
lugar.
8. O direito de ler uma frase
aqui outra ali.
9. O direito de ler em voz alta.
10. O direito de calar.
“O
homem constroi casas porque está vivo, mas escreve livros porque se sabe mortal.”
Daniel
Pennac

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