quinta-feira, 21 de julho de 2011

19 milhões de exemplares

Assisti a entrevista da escritora Ana Maria Machado no Programa do Jô e quando ela disse que, ao longo dos 42 anos de carreira, vendeu 19 milhões de exemplares em 20 países...  Pronto! Fico imaginando quem são esses 19 milhões de leitores, que cara têm, do que gostam, qual é a idade de cada um, se compraram ou ganharam os livros...

É curioso pensar que os livros só ganham realmente dimensão nas mãos do leitor, quando ainda estão nas pontas dos dedos do escritor não passam de palavras no papel e de histórias que, do ponto de vista do autor precisavam ser contadas, mas vida mesmo, só ganham quando chegam às mãos do leitor, que dá uma voz, um rosto à personagem, uma paisagem ao local onde se passa a história. E isso varia de leitor para leitor, um livro pode ser lido por milhões de pessoas e ainda assim vai ser único para cada um. Pois é a nossa história pessoal quem completa e carrega o livro pra dentro da gente, do nosso imaginário.

Livros são únicos sempre, pois cabe ao leitor dar a eles sua visão única, sua compreensão e seu tempero pessoal, tornando cada livro, um objeto único de prazer, memória e lembrança de coisas boas, de histórias vividas e vívidas na imaginação.

O que seria de nós sem os livros?

Não é por acaso que quem conta um conto sempre aumenta um ponto... Afinal cada um deixa ali um pouco de si.

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