segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O fazer do escritor

“Paciência, humildade e trabalho. A justa medida de quem deseja escrever ficção.” Raimundo Carrero em Os segredos da ficção – Um guia da arte de escrever
Sobre o fazer do escritor. Escrever é o seu fazer, criar e tecer novos mundos na imaginação passá-los para o papel e dar a eles sentido e credibilidade. Fazer com que o criado seja palpável, passível de identificação pessoal.

O papel do escritor é dar vida a um punhado de palavras de tal forma que o real e o inventado se encontrem em uma bela sonata.

É o ofício diário, o exercício diário do ouvido, do fazer, do ser, do crescer e do crer no fantástico, na borda da história que toca a realidade e a infecta de fantasia tornando mais fácil a vivência fria.

É o saber que se decompõe difuso para ser resgatado pelo leitor obtuso, oculto, fecundo que germina as idéias plantadas ou semeadas pelo escritor em sua fazedura.

Que seja mítica a leitura, que seja mística escritura e que no meio se encontrem todos os sentimentos a ser vividos.

Que os poetas e escritores persistam em sua missão de decodificar o mundo e desnudar o ser humano para ao mesmo tempo dar-lhe uma cobertura renovada, que se refaça a cada dia, a cada novo trabalho.

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