“Paciência, humildade e trabalho. A justa medida de quem deseja escrever ficção.” Raimundo Carrero em Os segredos da ficção – Um guia da arte de escrever
Sobre
o fazer do escritor. Escrever é o seu fazer, criar e tecer novos mundos
na imaginação passá-los para o papel e dar a eles sentido e
credibilidade. Fazer com que o criado seja palpável, passível de
identificação pessoal.
O papel do escritor é dar vida a um punhado de palavras de tal forma que o real e o inventado se encontrem em uma bela sonata.
É
o ofício diário, o exercício diário do ouvido, do fazer, do ser, do
crescer e do crer no fantástico, na borda da história que toca a
realidade e a infecta de fantasia tornando mais fácil a vivência fria.
É
o saber que se decompõe difuso para ser resgatado pelo leitor obtuso,
oculto, fecundo que germina as idéias plantadas ou semeadas pelo
escritor em sua fazedura.
Que seja mítica a leitura, que seja mística escritura e que no meio se encontrem todos os sentimentos a ser vividos.
Que
os poetas e escritores persistam em sua missão de decodificar o mundo e
desnudar o ser humano para ao mesmo tempo dar-lhe uma cobertura
renovada, que se refaça a cada dia, a cada novo trabalho.

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